A efêmera – categoria documental caracterizada por sua natureza fugaz, valor probatório circunstancial e ausência de intenção de permanência – ocupa posição marginal no discurso teórico e nas práticas arquivísticas, apesar de sua presença recorrente em arquivos de pessoas e coleções. Sua persistência, condicionada por motivações afetivas, interesses colecionistas e decisões institucionais, suscita questões relativas à preservação, à representação e à legitimação desses documentos. Submetida à análise a partir de exemplos oferecidos pelos acervos da Fundação Fernando Henrique Cardoso, a categoria é examinada em suas formas de inserção, permanência e descrição, buscando demonstrar como a representação do contexto de produção e preservação pode ampliar as possibilidades de acesso e compreensão dos documentos que a integram.

Doutora e mestre em Ciência da Informação pela Universidade Federal Fluminense (UFF), graduada em Arquivologia pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) e em História pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). É Tecnologista em Ciência e Tecnologia da Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB), onde atua no Serviço de Arquivo Histórico e Institucional (SAHI), e pesquisadora visitante do Centro de Memória e Pesquisa da Fundação Fernando Henrique Cardoso (FFHC). Foi curadora do Acervo da FFHC e arquivista da Força Aérea Brasileira (FAB). É cofundadora da Rede Arquivos de Políticos e Pessoas Públicas (Rede-APPP).

Bacharel e licenciada em História e Filosofia pela USP, mestre pelo Instituto de Estudos Brasileiros (IEB-USP) e doutoranda em Ciência da Informação pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Atua há mais de 15 anos na área de arquivos e integra a Fundação FHC desde 2017, onde atualmente é curadora do Centro de Memória e Pesquisa (CMP). É membro fundadora da Rede de Arquivos de Políticos e Pessoas Públicas (REDE-APPP).